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“Capitão Hidalgo – A História da Vitória”, livro de autoria do jornalista Marcos Assef, que conta a trajetória do ex-jogador do XV de Piracicaba, campeão da Divisão de Acesso (atual Paulistão A2), em 1967, será lançado na manhã deste sábado, 31, às 9h00, no Anfiteatro Pecege, no Estádio Municipal Barão da Serra Negra, com entrada gratuita. O evento tem apoio do Nhô Quim, da Selam (Secretaria de Esportes, Lazer e Atividades Motoras) e do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba.
Os gabinetes dos vereadores Pedro Kawai (conselheiro do Alvinegro Piracicabano) e Ary Pedroso Júnior também são apoiadores da ação. Na oportunidade, os exemplares da obra estarão à venda, por 90 reais, e haverá, ainda, uma atração musical, com o cantor Juninho Caipira. Ainda em relação ao título que o ex-atleta ajudou a conquistar, o elenco contava com nomes como Pescuma, Neves, Claudinei, Zé Carlos, Piloto, Dona, Amauri, Luís Trombada, Warner, Joaquinzinho e Piau.
História
José Hidalgo Neto, filho de Carlos e Joana, nasceu no dia 2 de novembro de 1943, mas foi registrado no dia 3 de novembro. A família morava no bairro do Brás. Zezinho, como era chamado na juventude, era o mais velho de três irmãos. Seu nome foi uma homenagem ao avô José Hidalgo Peres, figura elegante, sempre vestido com um terno de gravatinha borboleta e que chegou quase aos 100 anos. Começou a jogar futebol por diversão, mas pegou gosto pela coisa. Trabalhou desde cedo para ajudar nas despesas da família e se tornou jogador de futebol profissional no Juventus, da Mooca, tradicional bairro de São Paulo.
Lá se formou técnico em contabilidade e conheceu Clélia, que morava em frente ao estádio da Rua Javari e que se tornaria sua esposa e companheira até os dias de hoje. Atuou na seleção paulista em 1964. Despertou interesse em vários grandes clubes, mas o Juventus só aceitou negociá-lo com o XV de Piracicaba em 1966, que estava na segunda divisão de São Paulo.
No primeiro ano, o time decidiu o título, mas perdeu a decisão e ficou na “segundona” mais um ano. Em 1967, muito dinheiro foi investido e o XV subiu para a primeira divisão promovendo uma festa poucas vezes vista na cidade. Esteve emprestado ao Atlético-MG por alguns meses em 1969 e veio para o Coritiba em 1970 com a intenção de ficar pouco tempo por aqui e voltar para o futebol, paulista. Por aqui está há 55 anos.
No Coritiba colecionou vitórias e títulos, sendo campeão paranaense em 1971, 1972, 1973 e 1974 e campeão do Torneio do Povo em 1973. Parou de jogar em janeiro de 1975 e se tornou comentarista esportivo a convite do narrador Fuad Kalil na Rádio Cultura. Lá conheceu o narrador Lombardi Jr. com quem fez uma dupla memorável na história do rádio esportivo do Paraná. Passou pelas rádios Universo e Clube com a famosa Equipe Positiva, fazendo coberturas pelos quatro cantos do mundo, algo que o rádio de Curitiba e do Paraná nunca tinha presenciado. Foi o primeiro presidente da Associação de Garantia do Atleta Profissional, hoje transformado em sindicato, a partir de 1978. Fez a cobertura do futebol e até de corridas da Fórmula 1.
Tornou-se Cidadão Honorário de Curitiba em 1995, por proposição do então vereador Jotapê e se tornou Cidadão Honorário do Paraná, em 2023, por proposição do então deputado estadual Douglas Fabrício. Foi eleito um dos craques do Coritiba de todos os tempos em eleição do jornal Gazeta do Povo em 2009, ano do centenário alviverde. Aos 81 anos, ainda atua na imprensa esportiva com sua própria emissora de rádio na internet. Tem dois filhos, Cleber, nascido em Piracicaba em 1967 e Clécio, nascido em Curitiba, em 1972. Tem três netos e um bisneto.